Juiz do Trabalho Antônio Cavalcante fala sobre magistratura, sensibilidade e o saxofone como expressão humana

Entre processos, audiências e as exigências próprias da Magistratura do Trabalho, o juiz do trabalho Antônio Cavalcante encontrou na música — mais especificamente no saxofone — um espaço de sensibilidade, equilíbrio emocional e expressão humana. Titular da 1ª Vara do Trabalho de João Pessoa, ele compartilha como a arte dialoga com o exercício da jurisdição e contribui para a humanização do Judiciário.
A relação de Antônio Cavalcante com a música teve início ainda na infância, influenciada pelo pai, professor de educação musical. Foi nesse ambiente que aprendeu teoria musical, leitura de partituras e deu os primeiros passos no clarinete.
Anos depois, já na vida adulta e antes da pandemia, decidiu se dedicar a um novo instrumento: o saxofone.
O contato com o instrumento despertou uma paixão que se consolidou com aulas e prática constante. Para o magistrado, a música exige atributos muito próximos daqueles demandados pelo exercício da magistratura, como disciplina, constância e sensibilidade.
Segundo ele, saber ouvir é uma virtude essencial tanto para quem julga quanto para quem interpreta uma partitura. Assim como no Direito, a música não se resume à observância de regras formais: exige interpretação, escuta atenta e envolvimento emocional, elementos que também permeiam a atividade jurisdicional.
📽️ No vídeo abaixo, Antônio Cavalcante explica como a disciplina inerente ao Judiciário influencia diretamente sua dedicação ao saxofone.
https://youtube.com/shorts/l3_HMKOMCUU?feature=share
Para o juiz, iniciativas culturais no âmbito institucional e associativo desempenham papel relevante ao aproximar a magistratura da sociedade. Ao revelar que magistrados e magistradas são pessoas com interesses, hobbies e trajetórias diversas, essas ações contribuem para fortalecer vínculos, promover empatia e reduzir a percepção de distanciamento entre o Judiciário e os jurisdicionados.
Na avaliação de Antônio Cavalcante, a cultura cria pontes e humaniza a Justiça, evidenciando que, por trás da formalidade do cargo, existem histórias, sensibilidades e experiências compartilhadas.
🎧 No vídeo a seguir, o magistrado reflete sobre como atividades culturais contribuem para a aproximação entre o Judiciário e a sociedade.
Mesmo diante das exigências próprias da jurisdição trabalhista — que muitas vezes extrapolam o espaço do gabinete — Antônio Cavalcante destaca a importância de reservar um tempo para si, destinado ao lazer e aos hobbies. Para ele, esse momento não é secundário, mas parte fundamental do crescimento pessoal e do equilíbrio necessário à atuação profissional.
Nesse contexto, a música se apresenta como um espaço de respiro, reconexão e expressão, no qual a formalidade cede lugar à sensibilidade e ao sentimento.
Ao final, o magistrado traça uma analogia que sintetiza sua visão: as leis se assemelham a partituras. Estão escritas, estruturadas, mas precisam ser interpretadas. E essa interpretação exige técnica, sensibilidade e compromisso, assim como ocorre na música.
Na magistratura ou no saxofone, o objetivo é comum: buscar harmonia, equilíbrio e, acima de tudo, justiça.
Ao compartilhar sua relação com a música, o juiz do trabalho Antônio Cavalcante evidencia que a magistratura é exercida por profissionais que conciliam técnica, responsabilidade e sensibilidade. A experiência com o saxofone reforça a importância do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, contribuindo não apenas para o bem-estar individual, mas também para uma atuação mais humana e consciente no exercício da jurisdição. Iniciativas que valorizam a cultura e o lazer reafirmam o compromisso da magistratura com a aproximação institucional e com a construção de uma Justiça cada vez mais próxima da sociedade.
