O início do ano marca também o período da campanha Janeiro Branco, iniciativa nacional voltada para a sensibilização sobre saúde mental e o estímulo a práticas de autocuidado. Para a magistratura, cuja rotina envolve decisões complexas, cobranças constantes e elevada responsabilidade social, o tema ganha relevância especial.
A AMATRA 13 reforça que a campanha não se limita à conscientização sobre transtornos psicológicos. Seu propósito é provocar reflexão sobre hábitos, limites e estratégias que permitam ao magistrado exercer suas funções com equilíbrio emocional, bem-estar e qualidade de vida.
Demandas emocionais próprias da profissão
O trabalho jurisdicional impõe um conjunto de desafios que influenciam diretamente a saúde mental. Volume processual elevado, prazos rigorosos, exposição a conflitos constantes, isolamento funcional e a necessidade de tomada de decisões difíceis compõem um cenário de alto desgaste emocional.
Embora o recesso e as férias do início do ano ofereçam uma pausa necessária, a recuperação plena depende também de práticas contínuas de cuidado — algo que a campanha incentiva como parte da rotina, e não apenas como resposta a momentos de crise.
Compromisso institucional com o cuidado emocional
Ao destacar o Janeiro Branco, a AMATRA 13 reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho saudável e acolhedor. A saúde mental é componente essencial para o exercício pleno da função jurisdicional e para a construção de uma Justiça do Trabalho humanizada e eficiente.
A campanha também reforça que buscar apoio especializado é um gesto de responsabilidade consigo mesmo e com a atividade jurisdicional — não um sinal de fraqueza, mas de consciência profissional.
Reflexão para o ano que começa
O Janeiro Branco convida magistrados e magistradas a dedicarem alguns minutos de introspecção: como estou me sentindo? O que preciso ajustar para trabalhar e viver melhor? De que forma posso fortalecer meu bem-estar ao longo do ano?
Cuidar da saúde mental é sustentar a capacidade de julgar com serenidade, sensibilidade e equilíbrio. Que 2026 seja um ano marcado por hábitos mais saudáveis, mais consciência emocional e mais ações que promovam qualidade de vida no exercício da magistratura.
Estratégias práticas para preservar a saúde mental na rotina da magistratura:
A atividade jurisdicional exige longas horas sentadas, leitura extensa de processos, análise constante de conflitos e decisões complexas, fatores que podem gerar estresse e ansiedade. Essa é uma área que requer extrema atenção e cuidado, sendo fundamental reconhecer os sinais de desgaste emocional. Diante das especificidades do labor jurisdicional, algumas práticas simples e realistas podem contribuir significativamente para o cuidado emocional e o equilíbrio no dia a dia:
Entre as práticas recomendadas estão: realizar pausas regulares durante o expediente, praticar técnicas simples de respiração consciente, alternar tarefas para evitar sobrecarga cognitiva e manter atividade física leve ao longo do dia. Para auxiliar nesse processo, o uso de smartwatches surge como ferramenta complementar importante. Esses dispositivos ajudam a monitorar hábitos, indicar momentos de alongamento, respiração ou movimento, além de registrar dados fisiológicos relevantes — recursos que contribuem para maior consciência sobre o próprio bem-estar. Embora não substituam acompanhamento médico, são aliados valiosos para o autocuidado. Monitorar a própria saúde é um passo fundamental para garantir qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho
Integrar essas práticas ao cotidiano, aliando consciência corporal, organização do trabalho e uso responsável da tecnologia, pode contribuir para uma experiência profissional mais saudável, humana e sustentável. Cuidar de si mesmo é também uma forma de cuidar da Justiça.
