Porto do Capim, João Pessoa - PB. Foto por Elton Carvalho

04/09/2017
Exposição trata sobre as piores formas de trabalho infantil


Até o próximo dia 15 deste mês de setembro estará aberta ao público, no Fórum do Trabalho Maximiano Figueiredo, em João Pessoa, a exposição “Um Mundo sem Trabalho Infantil”, que apresenta um retrato cruel das piores formas de trabalho infantil no Brasil e no mundo. A mostra foi aberta pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), desembargador Eduardo Sergio de Almeida, e pelos gestores do programa na Paraíba, o desembargador Thiago de Oliveira Andrade e a juíza Lilian Leal de Souza.
 
Para o presidente do TRT, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, a sociedade que não cuida das suas crianças é uma sociedade que não tem futuro. “Devemos buscar o bom exemplo dos países mais desenvolvidos, que cuidam de suas crianças na perspectiva da garantia de um futuro digno, com foco na justiça social. O nosso futuro, é o futuro das nossas crianças”.
 
O desembargador Thiago de Oliveira Andrade apresentou números do trabalho infantil na Paraíba. São cerca de 80 mil crianças e adolescentes (entre 5 e 17 anos) em situação de trabalho infantil. Segundo ele, é preciso o engajamento da sociedade para se buscar uma solução para o problema. “Tramitam no Tribunal do Trabalho da Paraíba doze processos na primeira instância sobre trabalho infantil, e na segunda instância, apenas dois. Se formos esperar para resolver o problema do ponto de vista da judicialização, nunca alcançaremos o efeito desejado, que é a sua erradicação”, ponderou, acrescentando que o trabalho infantil, quanto mais cedo se inicia, menor a escolaridade e menor a renda da criança quando alcançar a idade adulta.
 
Segundo a juíza Lílian Leal, que também é gestora do programa Trabalho Infantil na Paraíba, a exposição é um convite a sociedade para lutar, junto a Justiça do Trabalho, pelo combate ao trabalho infantil. “Sem a colaboração da sociedade é impossível erradicar essa que é uma das maiores injustiças sociais, porque atrasa o desenvolvimento das nossas crianças e forma muito mal a nossa mão de obra”.
 
A exposição
 
A mostra reúne 16 grandes painéis retratando o trabalho infantil no campo, nas ruas e nos lixões. Mostra atividades ilícitas, a escravidão, a exploração sexual e o trabalho doméstico. Ainda exibe um painel de mais de dez metros com a linha do tempo contando a história do trabalho infantil no mundo.
 
O evento é uma ação do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho, em parceria com o Tribunal Superior do Trabalho (TST).
 
Na exposição está sendo distribuído o jogo intitulado “Um Mundo sem Trabalho Infantil”, produzido na Assessoria de Comunicação pelo servidor Omar Khayam e supervisionado pela juíza Lilian Leal, onde as crianças e jovens aprenderão brincando, de forma prática e divertida, o que é certo e errado a respeito do trabalho infantil. Omar Khayam, além de designer, também se dedica ao público infanto-juvenil através de mágicas, jogos, brinquedos e brincadeiras. Daí o uso de seu avatar no jogo dedicado ao trabalho infantil.
 
Presenças
 
Estiveram presentes no evento, os juízes Luiz Magalhães, vice-presidente da Amatra 13; Adriano Dantas, auxiliar da Corregedoria; Solange Machado, diretora do Fórum Maximiano Figueiredo; Mirella Cahu Arcoverde e George Falcão. Representando o Ministério Público do Trabalho no evento, o procurador do Trabalho Carlos Eduardo de Azevedo Lima.
 
Presentes também o presidente da Astra 13, Sérgio Teixeira; o advogado Rodrigo Dalbone, presidente da Comissão da Justiça do Trabalho na OAB; a auditora fiscal do Trabalho, Joana D'arc, representando a Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba e Dimas Gomes, representante do Fepeti e da Casa Pequeno Davi.
 
TRT 13


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